Devo admitir que a ideia de criar um StoryBoard como pontapé inicial para meu futuro StopMotion fora bem complicada, dado que criar algo abstrato, sem uma base sonora é bem complicado e requer imaginação. Também, admito que demorei alguns dias para construir uma ideia que transmitisse, ademais, um pouco de mim. A construção e montagem em si de meu StoryBoard não fora nada complicada (e bom, talvez meu imaginário seja bem confuso também), uma vez que seu resultado foi simples e sem muitos detalhamentos sobre a questão sonora, visto que pretendi criar, em primeiro plano, uma ideia abstrata na cabeça do leitor.
Escrevo aqui, mais uma vez, uma análise sobre os trabalhos de meus colegas de curso. Agora, baseio minhas críticas e pensamentos nas atividades dos mesmos de Síntese Individual e Imersão Temporal, isto é, o GIF. Ambos trabalhos foram frutos do uso contínuo das imagens da produção Luz e Sombra I e II e os Desenhos de Observação I e II. Iana Cunha Mello Martins e Sthefany de Souza Rocha detém, dessa vez, as autorias das análises a seguir. Dessa maneira, seguiremos uma ordem de, primeiramente, uma análise da síntese e, posteriormente, do gif.
1 - Iana Cunha Mello Martins
Mais uma vez tenho a oportunidade de analisar as criações de Iana e pode dizer sem dúvidas que a sutileza e o minimalismo são características muito presentes em seus trabalhos. A síntese em questão, entretanto, não me causou tantos sentimentos imersivos, visto que a autora não utilizou muitas ferramentas (na camada de plano de fundo não há nenhuma, é lisa). Provavelmente, Iana usufruiu de ferramentas que forneceram à imagem recorte (muito limpo, o que é muito difícil para alguns) profundidade (deu uma visão 3D bem legal!), controles de luz e sombra projetada. No entanto, apesar de ter proporcionado um resultado bem legal, houve um déficit de outras produções fotográficas (além de limpar os vestígios do recorte que ficaram na camada) e aumentado seu alcance de abstração e criatividade.
Passando para o gif de Iana, coincidentemente a mesma usou meu ensaio de Luz e Sombras e, de uma forma muito divertida, ela deu vida ao meu trabalho. A ideia de um "corredor" com as luzes se apagando ficou incrível e super-realista. De fato, a animação gera um sentimento de imersão em quem a vê. Além disso, ela acertou direitinho as direções em que as luzes eram projetadas. Ademais, forma com que Iana se preocupou em suavizar e preencher o fundo do corredor conforme os spots de luzes iam se apagando foi notável e complementou totalmente o resultado.
2 - Sthefany de Souza Rocha
Propus-me a analisar a síntese abaixo por conta da forma com a qual me conectei com a imagem. Sthefany trabalhou muito bem com as ferramentas disponíveis e criou uma abstração muito legal que me remeteu, inclusive, à algo de "outro planeta", ora como um cristal mágico, ora como um terreno flutuante extraterrestre. Adorei, também, o toque da sobreposição dessa "neblina" arroxeada. No mais, cumpriu muito bem o esperado!
Por fim, o gif da autora gera uma sensação de um "funil" sendo contornado por luzes neon, que decrescem até o seu fim. Também, a maneira como a imagem que forma o "funil" foi manejada dá uma impressão de que o objeto parece bem áspero (quase como se você pudesse tocá-lo e sentir). Apesar de um ótimo trabalho com os frames, senti falta de um looping que proporciona a sensação de infinitude. Confira o trabalho original aqui.Confesso que não fora nada fácil idealizar e criar um gif de imersão temporal (e no Photoshop), uma vez que o processo é extremamente cansativo e exaustivo. Entretanto, apesar de alguns detalhes que me incomodaram (como a falta do uso de um Airbrush nas pétalas, rs), minha ideia saiu do imaginário e se concretizou: pássaros saindo de uma flor de lótus em um deserto. Totalizando, foram 22 frames com inúmeros ajustes (e ainda terão mais pela frente). Espero que eu esteja perto de conseguir deixá-lo perfeito. :)
Trago aqui mais uma síntese, agora pessoal, baseada em imagens preexistentes do projeto fotográfico Luz e Sombra e desenvolvida através de ferramentas básicas do Photoshop como seleções, filtros e formas, por exemplo. Dessa vez, fora utilizada imagens de estátuas antigas para a construção de uma colagem abstrata, com a base em preto e branco (e suas variações) e a cor vermelha como destaque em sobreposições. Alguns elementos foram tão cirúrgicos em seu uso que deve-se focar para realmente identificá-los.
1 - Laura Emanuelle Pereira Lopes (54)
A segunda imagem de Laura fora utilizada como camada-base por meio de seu recorte.
2 - Miguel Mourão Dias Ferreira (15)
Através de um recorte, a segunda imagem fora adicionada como "chão/apoio" para a estátua do anjo, tal qual uma pedra, devido a sua textura.
3 - Joana Barreto Pereira de Oliveira (26)
A primeira imagem, recortada e sobreposta com alteração de exposição é parte da camada-base.
4 - Bianca Gonçalves de Moura Silva (20)
Como uma folha escura, a imagem foi tratada com recorte, exposição e coloração cinza.
5 - Sayuri Salvador Shibayama
O desenho de Sayuri, do Edifício Niemeyer, foi vetorizado e utilizado em menor opacidade na camada-base.
6 - Ana Carolina Lages Santos (2)
Utilizada como textura para o fundo do olho cego da estátua, além de sobreposição nas asas do anjo.
7 - Matheus Henrique de Moura (14)
Duplicado em duas camadas, sendo uma com distorção de movimento.
8 - Tatiane Ferreira Rodrigues (48)
Imagem utilizada como textura e fundo dos olhos humanos e com coloração avermelhada.
9 - Gabriela Souza Podboi Adachi (4)
Usado como sobreposição da base da estátua do anjo.
10 - Eduardo Ferreira Selga (23)
A primeira imagem fora aplicada como textura de "papel" do pôster por completo, e a terceira imagem como fundo da parte de dentro da "cabeça" do anjo.
Utilizando imagens preexistentes do projeto fotográfico Luz e Sombra, fora criado em conjunto uma imagem síntese utilizando ferramentas básicas do Photoshop como seleções, filtros e formas, por exemplo. Fora adicionado, juntamente, a imagem de uma mulher como base para uma interpretação mais fiél da ideia de relação entre objetos, criatividade, imersão e imaginação. Algumas das fotografias de Luz e Sombra utilizadas só podem ser notadas e desvendadas se apontadas onde estão, o que torna ainda mais divertido. Dessa forma, utilizados 11 elementos fotográficos do projeto. Você consegue identificar quais são? Grupo composto por: Ana Clara Ribeiro, Elisa Teixeira, Gabriel Gomes, Giulia Pinheiro, Letícia Rodrigues, Lívia Andrade e Miguel Mourão.
1 - Pedro Henrique de Marchi Santos (30)
A partir do reconhecimento de "pássaros" nas fotografias, utilizamos ferramentas de seleção para criar os pássaros saindo cérebro.
2 - Wilhiane Renata dos Santos Marra (59)
Fizemos o recorte e a coloração em lilás e amarelo.
3 - Bianca Gonçalves de Moura Silva (20)
Por meio de um recorte do objeto, pintamos em preto e utilizamos como a base do fundo, o que criou, inclusive, uma ideia de uma "flor" atrás.
4 - Guilherme Augusto Sanches Andrade (51)
O objeto fora recortado e colocado na cabeça da mulher, como ideias e pensamentos escapando.
5 - Gabriela Souza Podboi Adachi (4)
Objeto recortado e colocado na cabeça da mulher, como ideias e pensamentos escapando.
6 - Henrique Perrupato Amaral (52)
Ambas imagens foram recortadas e utilizadas em primeira camada, na parte debaixo do pôster, juntamente com camadas de seus traçados em preto e branco.
7 - Ana Carolina Lages Santos (2)
A imagem fora utilizada como interior da parte de cima do crânio da mulher a fim de causar profundidade. Além disso, está presente como textura do pôster a fim de gerar uma ideia de "papel amassado".
8 - Davi Carneiro Caputo (3)
Com opacidade baixa e em efeito de multiplicação, a imagem foi fundamental ao ser usada por cima da imagem de Bianca, para que criasse profundidade, como focos de luz ou flashs.
9 - Joana Barreto Pereira de Oliveira (26)
Através de um recorte com o laço magnético, a figura teve função de preencher espaço atrás da camada da mulher e na frente da camada de Bianca e Davi.
10 - Tatiane Ferreira Rodrigues (48)
A imagem também teve função de texturizar o pôster.
11 - Iana Cunha Mello Martins (25)
O desenho do edifício de Niemeyer, após vetorizado e colorido de branco, foi usado com opacidade no rosto da mulher e borrado em cima a fim de criar uma ideia de que ela está "chorando" o edifício (algo bem abstrato mesmo).
Numa tentativa de tentar reproduzir alguns edifícios da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, me apresentei pessoalmente à praça a fim de observar e desenhar, simultaneamente, o que vinha através de minha perspectiva. Confesso, entretanto, que houve tamanha dificuldade ao tentar sempre não tirar os olhos dos edifícios. Dessa forma, produzi dois croquis, sem régua ou borracha, apenas utilizando lápis e esfuminho, o edifício em curvas de Oscar Niemeyer e o Palácio da Liberdade.
1 - Edifício Niemeyer
O edifício situa-se na Praça da Liberdade, na esquina com a Avenida Brasil. O prédio, em estilo moderno, possui curvas sinuosas que remetem às linhas das Serras mineiras. Caracteriza-se pela planta com fachadas sinuosas cobertas por brises horizontais que protegem da insolação e conferem privacidade aos apartamentos, ao passo em que mantém a paisagem livre para seus ocupantes.
Foi projetado pelo arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer, uma década depois das obras do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, em 1954, e teve sua obra concluída em 1960. Foi construído no lugar do Palacete Dolabela. 2 - Palácio da Liberdade

O Palácio da Liberdade é um edifício em Belo Horizonte, Brasil, que foi por muitos anos o escritório do governo do estado de Minas Gerais. Foi construído em 1897. Em 1950 o governador Juscelino Kubitschek começou a construir a residência, o Palácio das Mangabeiras.
Hoje em dia, o Palácio da Liberdade faz parte do Circuito Cultural da Praça da Liberdade e é utilizado para cerimônias solenes de transferências de mandato.
EDIFÍCIO NIEMEYER. Portal Oficial de Belo Horizonte. Disponível em: http://portalbelohorizonte.com.br/o-que-fazer/arte-e-cultura/obras-de-arte/edificio-niemeyer
PALÁCIO DA LIBERDADE. Wikipedia. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Pal%C3%A1cio_da_Liberdade
As imagens a seguir são uma interpretação própria em uma tentativa de reproduzir (com um e dois pontos de fuga) alguns espaços da Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Minas Gerais. Foram utilizados lápis, borracha, régua e esfuminho. Apesar de ter concluído o objetivo, houve uma dificuldade imensa de reproduzir a perspectiva certa por meio das fotos tiradas e utilizadas (além do pouco tempo para serem feitas, isto é, cerca menos de uma hora).
As ferramentas de seleção, localizadas quase no topo da barra lateral esquerda de ferramentas do Photoshop, funcionam para selecionar elementos individuais, como objetos, pessoas ou áreas, e assim isolar, copiar, movimentar ou remover esses elementos. Por existir uma variedade de formas de seleção e cada um com um objetivo diferente, vamos apresentar, através de slides, os principais juntamente com algumas dicas de como utilizar a ferramenta de forma útil e intuitiva.
Dentre tantas criações no projeto de Luz & Sombra apresentadas e sucedidas, trago, nesse momento, uma análise crítica do conjunto fotográfico de duas estudantes e colegas de turma, Iana Cunha Mello Martins e Tatiane Ferreira Rodrigues. Ambas cumpriram de forma limpa os requisitos solicitados na atividade (criar sensações e proporcionar imersões) e usaram a criatividade para formular uma digna produção e ensaio fotográfico utilizando luzes e suas consequentes sombras.
1 - Iana Cunha Mello Martins
Utilizando-se de características como a dureza, saturação e nitidez, Iana criou formas que causam, a princípio, estranheza, uma vez que não se consegue definir qual o objeto em questão. O jogo de cores criado entre um preto verdadeiro (que forneceu um fundo infinito perfeito) e cinzas bem escuros geram uma harmonia entre eles. Julgo, também, que as dobraduras nas pontas do objeto remetem à chamas. Ademais, a sombra "tripa", resultado a segunda fotografia, foi apenas um acréscimo ao quão harmônico o objeto se apresentou. Confira a criação original aqui.
2 - Tatiane Ferreira Rodrigues
Em primeiro plano, acho que a palavra mais apropriada para arte de Tatiane é: mágica. De uma forma totalmente imersiva, a mesma trouxe fotografias que quase soam como uma melodia para mim. Os fios de luz aleatórios que pousam parecem como correntes mágicas e cheias de vida, é quase como se elas fossem sair da fotografia e dançar ao seu redor. É notável a impossibilidade de uma definição certeira de qual objeto fora utilizado, o que, ao meu ver, reforça ainda mais a aura mística que as imagens criaram. Vale dizer que a última fotografia beira àqueles trechos do cinema em que mostram uma viagem na velocidade da luz. Por fim, a primeira imagem de Tatiane, além de causar extremo conforto e sentimento de segurança, também proporciona uma curiosidade ver o que está lá, isto é, deixar as sombras e se aproximar da luz. Confira a criação original aqui.













































