Sintegração I

July 23, 2022

Através de inúmeras salas e rodadas, houve uma Sintegração sobre os textos lidos e analisados, para ser possível um entendimento maior por meio da discussão dos alunos, ora em observador, ora crítico e até discursando. As obras discutidas em questão foram: Por uma arquitetura virtual (Ana Paula Baltazar), Magia além da ignorância (Ana Paula Baltazar e José dos  Santos Cabral Filho), Design: obstáculos para remoção de obstáculos? (Vilém Flusser), Teoria do não-objeto (Ferreira Gullar), Arquitetura, interação e sistemas (Usman Haque)  e, por fim, Part 2 Opus one, number two (John Chris Jones). Dessa maneira, dividirei agora por salas e posições incorporadas por mim.

RODADA 1 (DISCUSSÃO) - Discutir a relação do virtual com a vida cotidiana (com a sociedade/tempo-espaço — tendo como referência inicial o Familistério) [Sala 3] 

O virtual é algo não fechado, atualizável, aberto a interações e suas atribuições são definidas pelos usuários. A criação do familistério se deu por Godin, construções para habitação de seus operários e famílias entre 1859-1880. Ficou claro que o familistério é um lugar aberto e mutável sem limitação de eventos. 
 

RODADA 2 (DISCUSSÃO) - Discutir a interatividade interativa e a interatividade não-interativa exemplificando com "objetos" (quase-objetos ou não-objetos), espaços e situações do cotidiano [Sala 8] 

Uma conclusão notável foi a de que a nossa ação não consome a obra, mas, enriquece aquele trabalho. Também, discutiu-se sobre a diferença entre os tipos de interatividade e exemplos foram associados, como, por exemplo a interatividade interativa: piano e brinquedos do Aldo Van Eyck; interatividade nõ interativa: elevador, caixa de música e brinquedos com prescrição.

RODADA 3 (OBSERVADOR) - Problematizar a proposta de obstáculos no contexto de abertura de possibilidades [Sala 10] 

Os debatedores expuseram bem o tema, de fácil compreensão. Falou-se sobre o sobressaimento do objeto perante as limitações e obstáculos criadas por outros objetos que, no que lhe concerne, limita ainda mais. Assim, os objetos virtuais seriam uma "solução" para o problema, em que ele não ficaria preso a um único uso limitante. 

RODADA 4 (CRÍTICA) - Discutir como passar a experimentação estética com a abstração na tela bidimensional para o não-objeto o espaço tridimensional e, mais além, na direção da interatividade-interativa [Sala 16]

Discutiu-se, primeiramente os processos e suas correlações. Entretanto, a discussão poderia ter sido mais aprofundada (quis muita das vezes poder me intrometer, rs), visto que não saíram muito da bolha de discussão de termos, dado a importância de passar o conhecimento através dos exemplos do cotidiano. 

 BALTAZAR, Ana Paula. Por uma arquitetura virtual. A&U - Arquitetura e Urbanismo, n. 131, pp. 57-60, 2005. 

 BALTAZAR, Ana Paula & CABRAL FILHO, José dos Santos. Magia além da ignorância: virtualizando a caixa preta. In: Anais do FAD - festival de arte digital. Belo  Horizonte: Instituto Cidades Criativas, 2011. 

 FLUSSER, Vilém. Design: obstáculo para remoção de obstáculos?. O mundo codificado. São Paulo: Cosac Naify, 2008. pp. 193-98. 

 GULLAR, Ferreira. Teoria do não-objeto. Suplemento Dominical do Jornal do Brasil, como contribuição à II Exposição Neoconcreta, realizada no salão de exposição do Palácio da Cultura, Estado da Guanabara, de 21 de novembro a 20 de dezembro de 1960. 

 HAQUE, Usman. Arquitetura, interação e sistemas. Arquitetura & Urbanismo, Agosto de 2006, pp. 68-71. 

 JONES, John Chris. Part 2 Opus one, number two. Designing designing. London: Architecture design and technology press, 1991, pp. 158-166.

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